sábado, 16 de novembro de 2013

Polícia Federal realiza plantio de 162 árvores no bairro Morumbi

Sandro Neves
 Delegada da Polícia Federal, Karen Cristina Dunder, e equipe da Polícia Federal plantaram várias árvores 

A Polícia Federal, em parceria com a Prefeitura de Uberaba, efetuou o plantio de 162 mudas de árvores, espécies frutíferas e nativas, em uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada no bairro Morumbi. Conforme a delegada da Polícia Federal, Karen Cristina Dunder, a iniciativa faz parte do Programa Carbono Neutro, realizado todos os anos em nível nacional, que visa à neutralização dos gases causadores do efeito estufa. “O Programa existe para contribuir com a melhoria das condições de vida da sociedade, através da preservação ambiental. Com isso, contribuiremos para a formação de uma sociedade consciente, por meio do caráter pedagógico, que é a prática do plantio, da conscientização do aquecimento global e da importância da neutralização e redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa, promovendo a preservação permanente e conservação do meio ambiente, incentivando demais instituições públicas e a população a adotarem o mesmo procedimento”, enfatizou.
A delegada explica que a área escolhida no bairro Morumbi estava sendo utilizada por pessoas inconscientes, que promoviam o descarte irregular de resíduos e lixo. “A nossa  intenção é ajudar a Prefeitura a manter a APP conservada e limpa. Nesta área, foram plantadas 162 mudas de várias espécies de árvores frutíferas, qualidades de cerrado e nativas de outras regiões. A Polícia Federal foi o primeiro órgão público a tomar este tipo de iniciativa e acabou tendo o trabalho reconhecido ao receber o Prêmio Época de Mudanças Climáticas”, destacou.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Diagnóstico ambiental de área do DI III Uberaba revela que alguns animais podem desaparecer da região


A caracterização da fauna nas áreas de influência direta e indireta da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V (UFN V) que será instalada em Uberaba, revela centenas de espécies da fauna da região. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA), para subsidiar o licenciamento do empreendimento, foi realizado num raio de dois quilômetros da obra e as amostras foram colhidas em cinco áreas entre os dias 22 e 25 de março, 8 e 10 de abril e 15 e 17 de abril de 2011.
De acordo com o Relatório de Impacto de Ambiental (RIMA) foram obtidos 37 registros de 11 espécies de anfíbios, dentre os quais destacam-se a perereca-de-bananeira, perereca-leiteira e o sapo-cururu. Também foram encontradas 12 espécies de répteis, entre eles, calango, teiú, lagarto-de-vidro,jiboia, sucuri e cascavel. Em relação a avifauna foram identificadas 117 espécies, o que representa 53% das espécies consideradas como de provável ocorrência na região. Uma das áreas analisadas possui ocorrência de um grupo muito específico associado a ambientes úmidos como o socozinho o martim-pescador-pequeno. Algumas espécies foram encontradas exclusivamente em ambiente florestal, é o caso do jaó, mutum-de-penacho, a saracura-do-mato, a alma-de-gato e o trinca-ferro-verdadeiro. O estudo ainda indicou como espécies endêmicas de cerrado encontradas na área, o chorozinho-de-bico-comprido, o fura-barreira, a gralha-do-campo, o pula-pula-de-sobrancelha. O diagnóstico da mastofauna existente na ADA e AID, também identificou 13 espécies de mamíferos. Ameaça de Extinção Devido a deficiência de dados, alguns animais não foram caracterizados, como a cuíca-de-cauda-grossa, o bugio-preto, a lontra e o gato-mourisco. Outras espécies, entretanto, se encontram com algum grau de ameaça de extinção, é o caso da sussuarana, jaguatirica, o lobo guará e a arara-canindé. O local recomendado para a implantação do empreendimento ocupa uma área de 103 hectares, situado no final da Avenida Rio Grande, entre os córregos do Marimbondo (margem esquerda) e Gameleira (margem direita), próxima à confluência dos mesmos com o rio Grande. Esta área encontra-se parcialmente ocupada pelas instalações desativadas da Dupont e, em sua maior extensão, ocupada por pastagem – cobertura vegetal predominante – e algumas espécies arbóreas nativas isoladas. Para o ambientalista Ricardo Lima, é preciso uma avaliação em todos os empreendimentos da área do Distrito Industrial III de Uberaba, para verificar seus riscos e a vulnerabilidade real atual dele. "Veja o diagnóstico ambiental; se observarmos o grau de degradação atual, verificamos a necessidade de um estudo desta natureza e provavelmente a adoção de um plano de gestão ambiental integrado para este distrito industrial", observa.